392 O preceito evangélico da caridade ilumina os cristãos sobre o significado mais profundo da convivência política. Para torná-la verdadeiramente humana, «nada existe de mais importante que desenvolver o sentimento íntimo da justiça, da bondade, a dedicação ao bem comum e tornar mais sólidas as convicções fundamentais acerca da verdadeira natureza da comunidade política e também acerca do reto exercício e dos limites da autoridade pública». O objetivo que os fiéis se devem propor é o da realização de relações comunitárias entre as pessoas. A visão cristã da sociedade política confere o maior relevo ao valor da comunidade, seja como modelo organizativo da convivência, seja como estilo de vida quotidiana. (Doutrina Social da Igreja)

MENSAGEM VÍDEO DO PAPA FRANCISCO
AOS PARTICIPANTES NO ENCONTRO DE POLÍTICOS CATÓLICOS
ORGANIZADO PELO CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO (CELAM)
E PELA PONTIFÍCIA COMISSÃO PARA A AMÉRICA LATINA (CAL)

[BOGOTÁ 1 – 3 DE DEZEMBRO DE 2017]

Bom dia!

Desejo antes de mais saudar e agradecer aos dirigentes políticos que aceitaram o convite para participar num evento que eu mesmo encorajei desde a sua génese: «o Encontro dos leigos católicos que assumem responsabilidades políticas ao serviço dos povos da América Latina». Saúdo também os senhores Cardeais e Bispos que os acompanham, com os quais tereis um diálogo que será muito útil para todos.

Desde o Papa Pio XII até hoje, os Pontífices que se sucederam referiram-se sempre à política como “nobre forma de caridade”. Poderia ser traduzido também como serviço inestimável de dedicação para a consecução do bem comum da sociedade. A política é antes de mais serviço; não é serva de ambições individuais, de prepotência de facções e de centros de interesses. Como serviço, nem sequer é dona, pretendendo regular todas as dimensões da vida das pessoas, recorrendo até a formas de autocracia e totalitarismo. E quando falo de autocracia e de totalitarismo não estou a falar do século passado, mas sim de hoje, do mundo de hoje, e talvez também de alguns países da América Latina. Poderíamos afirmar que o serviço de Jesus — que veio para servir e não para ser servido — e o serviço que o Senhor exige dos seus apóstolos e discípulos é por analogia o tipo de serviço que se pede aos políticos. Trata-se de um serviço de sacrifício e de dedicação, a ponto que por vezes os políticos podem ser considerados “mártires” de causas pelo bem comum das suas nações.

O ponto de referência fundamental deste serviço, que requer constância, engajamento e inteligência, é o bem comum, sem o qual os direitos e as mais nobres aspirações das pessoas, das famílias e dos grupos intermediários em geral, não poderiam realizar-se plenamente, porque viria a faltar o espaço organizado e civil no qual viver e trabalhar. É de certa forma o bem comum concebido como clima de crescimento da pessoa, da família, dos grupos intermediários. O bem comum. O Concílio Vaticano ii definiu o bem comum, segundo o património da Doutrina Social da Igreja, como «o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição» (Gaudium et spes, 74).

É claro que não se deve contrapor o serviço ao poder — ninguém quer um poder impotente! — mas o poder deve estar ordenado para o serviço a fim de não degenerar. Isto é, qualquer poder não ordenado para o serviço degenera. Naturalmente não me estou a referir à “boa política”, na acepção mais nobre do seu significado, nem sequer às degenerações daquela a que chamamos “politiquice”. «Para estabelecer uma vida política verdadeiramente humana — ensina ainda o Concílio — nada melhor do que fomentar sentimentos interiores de justiça e benevolência e serviço do bem comum e reforçar as convicções fundamentais acerca da verdadeira natureza da comunidade política, bem como do fim, reto exercício e limites da autoridade» (Ibid., 73). Estai certos de que a Igreja católica «louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, ao serviço dos homens» (Ibid., 75).

Ao mesmo tempo, estou certo também de que todos sentimos necessidade de reabilitar a dignidade da política. Se penso na América Latina, como não observar o descrédito popular no qual caíram todas as instâncias políticas, a crise dos partidos políticos, a ausência de debates políticos de valor que visem projetos e estratégias a nível nacional e continental que vão além das políticas de cabotagem! Além disso, o diálogo aberto e respeitador que procura convergências possíveis é com frequência substituído por rajadas de acusações recíprocas e quedas demagógicas. Faltam também a formação e o intercâmbio de novas gerações políticas. Por isso os povos olham de longe e criticam os políticos e veem-nos como uma corporação de profissionais que cuidam dos próprios interesses ou denunciam-nos com raiva, por vezes sem as devidas distinções, como impregnados de corrupção. Isto nada tem a ver com a necessária e positiva participação dos povos, apaixonados pela própria vida e destino, que deveria animar o cenário político das nações. É claro que há necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, que vibrem com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, que sejam competentes e pacientes face a problemas complexos, que sejam abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação. Não nos contentemos com as limitações da política: precisamos de dirigentes políticos capazes de mobilizar vastos setores populares seguindo grandes objetivos nacionais e continentais. Conheço pessoalmente dirigentes políticos latino-americanos de diversas orientações políticas que se aproximam desta figura ideal.

Como precisamos hoje na América Latina de uma “boa e nobre política” e dos seus protagonistas! Não devemos porventura enfrentar problemas e desafios muito grandes? Em primeiro lugar a preservação do dom da vida em todas as suas fases e manifestações. A América Latina precisa também de um crescimento industrial, tecnológico, autossustentado e sustentável, ao lado de políticas que enfrentem o drama da pobreza e visem a equidade e a inclusão, porque não é verdadeiro desenvolvimento aquele que deixa multidões indefesas e continua a alimentar uma escandalosa desigualdade social. Não se pode descuidar uma educação integral, que começa na família e se desenvolve numa escolarização de qualidade para todos. É necessário reforçar o tecido familiar e social. Uma cultura do encontro — e não de antagonismos constantes — deve fortalecer os vínculos fundamentais de humanidade e sociabilidade e lançar fundamentos sólidos para uma amizade social que deixe para trás as garras do individualismo e da massificação, da polarização e da manipulação. Devemos encaminhar-nos rumo a democracias maduras, participativas, sem as chagas da corrupção nem das colonizações ideológicas, nem sequer das pretensões autocráticas ou demagogias fáceis. Cuidemos da nossa casa comum e dos seus habitantes mais vulneráveis, evitando qualquer tipo de indiferença suicida e de exploração selvagem. Resgatemos concretamente a exigência de uma integração económica, social, cultural e política de povos irmãos para construir a pouco e pouco o nosso continente, que será ainda maior quando incluir “todas as identidades”, completando a sua mestiçagem, e será paradigma de respeito dos direitos humanos, paz e justiça. Não nos podemos resignar à situação deteriorada na qual hoje com frequência nos debatemos.

Gostaria de dar mais um passo nesta reflexão. O Papa Bento XVI, no seu discurso de inauguração da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano em Aparecida, indicou com preocupação: «A notável ausência, no âmbito político […] de vozes e iniciativas de chefes católicos com uma forte personalidade e dedicação generosa, que sejam coerentes com as suas convicções éticas e religiosas». E os bispos de todo o continente decidiram inserir aquela observação nas conclusões de Aparecida, falando de «discípulos e missionários na vida pública» (n. 502). Na realidade, num continente com um grande número de batizados na Igreja católica, de substrato cultural católico, no qual a tradição católica ainda é muito viva nos povos e no qual abundam as grandes manifestações da piedade popular, como é possível que os católicos sejam bastante irrelevantes no cenário político, ou até equiparados com uma lógica mundana? Não há dúvida de que existem testemunhos de católicos exemplares no cenário político, mas nota-se a ausência de correntes fortes que abram caminho ao Evangelho na vida política das nações. E isto não significa fazer proselitismo através da política, nada tem a ver com isto. Há muitos que se professam católicos — e não devemos julgar as suas consciências, mas sim as suas ações — que com frequência demonstram uma escassa coerência com as convicções éticas e religiosas próprias do magistério católico. Não sabemos o que acontece na sua consciência, não a podemos julgar, mas vemos as suas ações. Outros estão de tal forma absorvidos pelos seus compromissos políticos que acabam por relegar a sua fé para segundo plano, empobrecendo-se, sem a capacidade de ser critério-guia e deixar a sua marca em todas as dimensões da vida da pessoa, também na sua prática política. E não faltam aqueles que não se sentem reconhecidos, encorajados, acompanhados e amparados na preservação e no crescimento da fé, pelos Pastores e pelas comunidades cristãs. No final, a contribuição cristã para a ação política manifesta-se somente através das declarações dos Episcopados, sem que se sinta a missão peculiar dos leigos católicos de organizar, gerir e transformar a sociedade segundo os critérios evangélicos e o património da Doutrina Social da Igreja.

Por tudo isto, quis escolher como tema da precedente Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina o tema: «O compromisso indispensável dos leigos católicos na vida pública dos países latino-americanos» (1-4 de março de 2016). E a 19 de março enviei uma carta ao Presidente daquela Comissão, Cardeal Marc Ouellet, na qual admoestei mais uma vez contra o risco do clericalismo e apresentei a questão: «O que significa para nós pastores o facto de que os leigos estejam a trabalhar na vida pública?». «Significa procurar o modo para poder encorajar, acompanhar e estimular todas as tentativas e esforços que atualmente já se fazem para manter vivas a esperança e a fé num mundo cheio de contradições, especialmente para os mais pobres, especialmente com os mais pobres. Significa, como pastores, comprometermo-nos no meio do nosso povo e, com o nosso povo, apoiar a fé e a sua esperança. Abrindo portas, trabalhando com ele, sonhando com ele, refletindo e, sobretudo, rezando com ele. “Precisamos de reconhecer a cidade” — e portanto todos os espaços onde se realiza a vida do nosso povo — “a partir de um olhar contemplativo, isto é, um olhar de fé que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças”».

E ao contrário «muitas vezes caímos na tentação de pensar que o leigo comprometido é aquele que trabalha nas obras da Igreja e/ou nas realidades da paróquia ou da diocese, e refletimos pouco sobre o modo como acompanhar um batizado na sua vida pública e quotidiana; sobre como, na sua atividade diária, com as responsabilidades que tem, se compromete como cristão na vida pública. Sem nos darmos conta disso, gerámos uma elite laical acreditando que só são leigos comprometidos os que trabalham nas “realidades dos sacerdotes”, e esquecemos, descuidando-o, o crente que muitas vezes queima a sua esperança na luta quotidiana para viver a fé. São estas as situações que o clericalismo não pode ver, porque está mais preocupado em dominar espaços do que em gerar processos. Portanto, devemos reconhecer que o leigo pela sua realidade, a sua identidade, por estar imerso no coração da vida social, pública e política, por ser partícipe de formas culturais que se geram constantemente, precisa de novas formas de organização e de celebração da fé».

É necessário que os leigos católicos não permaneçam indiferentes à vida pública nem fechados nos seus templos, nem sequer que esperem as diretrizes e as recomendações eclesiais para lutar a favor da justiça, de formas de vida mais humanas para todos. «Não é o pastor que deve dizer ao leigo o que fazer e dizer, ele sabe tanto e melhor que nós. Não é o pastor que deve estabelecer o que os fiéis devem dizer nos diversos âmbitos. Como pastores, unidos ao nosso povo, faz-nos bem perguntar-nos como estamos a estimular e a promover a caridade e a fraternidade, o desejo do bem, da verdade e da justiça. Como podemos fazer para que a corrupção não se aninhe nos nossos corações». Até nos nossos corações de Pastores. E, ao mesmo tempo, faz-nos bem ouvir com muita atenção a experiência, as reflexões e as preocupações que podem partilhar connosco os leigos que vivem a sua fé nos diversos âmbitos da vida social e política.

O vosso diálogo sincero neste Encontro é muito importante. Falai com liberdade. Um diálogo que seja entre católicos, prelados e políticos, no qual a comunhão entre pessoas da mesma crença resulte mais determinante que as legítimas oposições de opções políticas. Por tudo isto participamos na Eucaristia, fonte e ápice de qualquer comunhão. Do vosso diálogo poder-se-ão obter elementos iluminados, elementos orientadores para a missão da Igreja na atualidade. Obrigado de novo e bom trabalho!

ELEIÇÕES 2018: COMPROMISSO E ESPERANÇA

MENSAGEM DA 56ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer” (Hb 10,23) 

 

Nós, bispos católicos do Brasil, conscientes de que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Papa Bento XVI – Deus Caritas Est, 28), olhamos para a realidade brasileira com o coração de pastores, preocupados com a defesa integral da vida e da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e excluídos. Do Evangelho nos vem a consciência de que “todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 183), sinal do Reino de Deus.

Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política. A atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum.

Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque, ao revelar raízes cada vez mais alastradas e profundas. Nem mesmo os avanços em seu combate conseguem convencer a todos de que a corrupção será definitivamente erradicada. Cresce, por isso, na população, um perigoso descrédito com a política. A esse respeito, adverte-nos o Papa Francisco que, “muitas vezes, a própria política é responsável pelo seu descrédito, devido à corrupção e à falta de boas políticas públicas” (Laudato Sì, 197). De fato, a carência de políticas públicas consistentes, no país, está na raiz de graves questões sociais, como o aumento do desemprego e da violência que, no campo e na cidade, vitima milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indígenas.

Além disso, a perda de direitos e de conquistas sociais, resultado de uma economia que submete a política aos interesses do mercado, tem aumentado o número dos pobres e dos que vivem em situação de vulnerabilidade. Inúmeras situações exigem soluções urgentes, como a dos presidiários, que clama aos céus e é causa, em grande parte, das rebeliões que ceifam muitas vidas. Os discursos e atos de intolerância, de ódio e de violência, tanto nas redes sociais como em manifestações públicas, revelam uma polarização e uma radicalização que produzem posturas antidemocráticas, fechadas a toda possibilidade de diálogo e conciliação.

Nesse contexto, as eleições de 2018 têm sentido particularmente importante e promissor. Elas devem garantir o fortalecimento da democracia e o exercício da cidadania da população brasileira. Constituem-se, na atual conjuntura, num passo importante para que o Brasil reafirme a normalidade democrática, supere a crise institucional vigente, garanta a independência e a autonomia dos três poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário – e evite o risco de judicialização da política e de politização da Justiça.  É imperativo assegurar que as eleições sejam realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos para que se restabeleçam a confiança e a esperança tão abaladas do povo brasileiro. O bem maior do País, para além de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores.

Nas eleições, não se deve abrir mão de princípios éticos e de dispositivos legais, como o valor e a importância do voto, embora este não esgote o exercício da cidadania; o compromisso de acompanhar os eleitos e participar efetivamente da construção de um país justo, ético e igualitário; a lisura do processo eleitoral, fazendo valer as leis que o regem, particularmente, a Lei 9840/1999 de combate à corrupção eleitoral mediante a compra de votos e o uso da máquina administrativa, e a Lei 135/2010, conhecida como “Lei da Ficha Limpa”, que torna inelegível quem tenha sido condenado em decisão proferida por órgão judicial colegiado.

Neste Ano Nacional do Laicato, com o Papa Francisco, afirmamos que “há necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, (…) solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados; que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e midiáticos; que sejam competentes e pacientes face a problemas complexos; que sejam abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático; que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação” (Mensagem aos participantes no encontro de políticos católicos – Bogotá, Dezembro-2017).

É fundamental, portanto, conhecer e avaliar as propostas e a vida dos candidatos, procurando identificar com clareza os interesses subjacentes a cada candidatura. A campanha eleitoral torna-se, assim, oportunidade para os candidatos revelarem seu pensamento sobre o Brasil que queremos construir. Não merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e não assumem o bem comum como sua meta, nem os que propõem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade. São igualmente reprováveis candidaturas motivadas pela busca do foro privilegiado e outras vantagens.

Reafirmamos que “dos agentes políticos, em cargos executivos, se exige a conduta ética, nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos” (CNBB – Doc. 91, n. 40 – 2010). Dos que forem eleitos para o Parlamento espera-se uma ação de fiscalização e legislação que não se limite à simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao Executivo (cf. CNBB – Doc. 91, n. 40– 2010). As eleições são ocasião para os eleitores avaliarem os candidatos, sobretudo, os que já exercem mandatos, aprovando os que honraram o exercício da política e reprovando os que se deixaram corromper pelo poder político e econômico.

Exortamos a população brasileira a fazer desse momento difícil uma oportunidade de crescimento, abandonando os caminhos da intolerância, do desânimo e do desencanto. Incentivamos as comunidades eclesiais a assumirem, à luz do Evangelho, a dimensão política da fé, a serviço do Reino de Deus. Sem tirar os pés do duro chão da realidade, somos movidos pela esperança, que nos compromete com a superação de tudo o que aflige o povo. Alertamos para o cuidado com fake news, já presentes nesse período pré-eleitoral, com tendência a se proliferarem, em ocasião das eleições, causando graves prejuízos à democracia.

O Senhor “nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 205). Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, seja nossa fiel intercessora.

 

Aparecida – SP, 17 de abril de 2018.

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Steiner
Bispo auxiliar de Brasília-DF
Secretário-geral da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Os Bispos do Regional Leste 1, após ouvirem os leigos e também a igreja ordenada, apresentaram a todos os fiéis, orientações para as eleições 2018. Confira a íntegra do documento:

  1. Nós, bispos do Regional Leste 1, após ouvir leigos e padres de nossas dioceses, apresentamos algumas orientações para o momento eleitoral que se aproxima. Embora nos dirijamos aos católicos, desejamos que nossa palavra chegue a cada eleitor do Estado do Rio de Janeiro, suscitando reflexão e diálogo, a fim de que o voto seja consciente e responsável. Unimo-nos aos bispos de todo o Brasil, cuja mensagem foi apresentada na assembleia deste ano (CNBB, Eleições 2018: compromisso e esperança, Aparecida, 17 de abril de 2018). Falamos a partir da fé, na certeza de que “ninguém nos pode exigir que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium 283). Estamos certos de que “o amor social nos impele a pensar em … uma cultura do cuidado que permeie toda a sociedade. (Papa Francisco, Laudato Si’ 231).
  2. Conscientes de que toda eleição é um passo a mais no amadurecimento da democracia e no exercício da fé que também é cidadã, não podemos fechar os olhos para o atual momento da história de nosso país e de nosso Estado. Vivemos um momento crítico e as eleições deste ano se tornaram um desafio ainda maior, aumentando a importância de nosso voto. Embora não seja a única solução, ele é um caminho indispensável para que a democracia se solidifique e o povo de todo o Brasil e de nosso querido Estado do Rio encontrem a paz.
  3. Neste Ano do Laicato, lembramos que “os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na política destinada a promover o bem comum”. Por isso, louvamos todas as pessoas que, nas variadas formas de engajamento, atuam para que o bem comum, em especial dos mais pobres e vulneráveis, seja defendido.
  4. Temos consciência de que não apresentamos aqui respostas prontas. Acreditamos no discernimento feito em oração e diálogo. Por isso, desejamos contribuir, à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, para estimular a participação e o discernimento de cada pessoa e grupo, considerando o tempo muito curto até as próximas eleições, num cenário onde as informações não chegam com a desejada clareza.

Voto: exercício da consciência

  1. Não se abstenha de votar! Não vote em branco! Não anule seu voto! Não se deixe conduzir pelo desânimo e a descrença! Compareça à urna e indique claramente quem você deseja que ocupe funções tão importantes para o bem da nação, em várias de suas instâncias. Se existe frustração quanto a pessoas que no passado elegemos, nem por isso devemos nos esquecer de que existem pessoas éticas, corretas e bem-intencionadas em contribuir para um país mais justo, solidário e desenvolvido, que exigirá de nós um esforço maior de pesquisa e discernimento.
  2. Lembre-se de que não existem votos definitivos. Ao contrário, o retorno periódico às urnas é uma garantia de que a democracia se fortalece exatamente pela contínua escolha e posterior vigilância de que o prometido em campanha seja cumprido no mandato.
  3. Busque se informar a respeito do sistema eleitoral brasileiro e do modo como, a partir dele, se contabilizam os votos. Perceba que, no atual sistema, não existe outra forma de manifestar o descontentamento e a frustração que não seja escolhendo candidatos. Sua omissão pode contribuir para que tudo que você abomina acabe por se perpetuar.
  4. Não deixe que ninguém escolha por você. Busque, na oração, na reflexão e no diálogo quem apresente as melhores condições possíveis para contribuir com paz, a justiça e o bem comum. Em nossos dias, sofremos pressões de todos os lados, com notícias e mensagens que entram em nossas casas sem serem convidadas, com o perigo de se instalarem em nossas consciências e corações. Só o diálogo em família e com os amigos é capaz de ajudar no discernimento.
  5. Não se deixe levar pela falsa ideia de que não se deve conversar sobre política e escolha eleitoral. Esta ideia beneficia exatamente quem você não deseja ver cumprindo funções tão importantes. Fale, converse, interrogue e escute. Se uma amizade se abalar por causa de questões políticas e eleitorais, o que se deve rever é a amizade.
  6. Por respeito à consciência de cada pessoa, não indicamos nomes, afirmando claramente que não existem candidaturas oficiais da Igreja. Indicamos critérios para o discernimento pessoal, pois o respeito à consciência é o ponto de partida para que o processo eleitoral transcorra de acordo com o Evangelho e a autêntica democracia. Por mais confiável que uma pessoa lhe possa ser, ela não tem o direito de simplesmente lhe dizer em que você deve votar. Por mais que você experimente a insegurança, não lhe é dado o direito de passar a outrem a decisão de em quem votar.

Voto: princípios e valores depositados na urna

  1. Ao refletir sobre candidatos e partidos, você sabe que não pode apoiar quem, de algum modo, defenda valores contrários ao Evangelho. Por isso, verifique se as propostas apresentadas realmente defendem a vida, a família, os pobres, liberdade religiosa, saúde, educação, moradia, geração de renda e o direito a usufruir de um meio ambiente livre de poluição.
  2. Não restrinja sua escolha à questão da segurança no sentido restrito da palavra. Esta, sem dúvida, é uma questão cada dia mais grave. No entanto, é necessário compreender a segurança no horizonte da justiça social, buscando propostas que, entre outros aspectos, se preocupem de verdade com a fome, a falta de trabalho e moradia, as migrações forçadas e a concreta recuperação dos apenados. A segurança tem várias dimensões que precisam ser integradas: social, alimentar e nutricional, sanitária e saúde, ambiental, digital e informática, entre outras.
  3. Ao conversar com quem se apresenta pedindo seu voto, examine com que tipo de sociedade esta pessoa está comprometida. Verifique também se ela possui clareza da função que vai exercer. Desconfie quando lhe forem feitas promessas que não poderão ser cumpridas porque não dizem respeito à função pleiteada.
  4. Não caia na armadilha do favorecimento imediato para si, parentes e amigos, nem para a comunidade. Essas ajudas mostram que o verdadeiro interesse do candidato é apenas conseguir seu voto. Quem faz isso durante o processo eleitoral, o que não fará depois de eleito? Não se venda nem venda seu voto por benefício algum. Não existe preço para a consciência. O voto não tem preço; tem consequências!
  5. Não se deixe levar mais pela emoção que pela razão. O voto emocional ou passional, principalmente quanto fruto da decepção e da revolta, pode levar a escolhas das quais nos arrependeremos mais tarde.
  6. Rejeite candidaturas cujas campanhas mostrem grandes recursos econômicos. O valor de uma candidatura não está nos gastos que faz, mas nas propostas que apresenta e na seriedade da vida pregressa. Rejeite igualmente candidaturas envolvidas em corrupção. Candidatos ficha suja não podem ser aceitos. Por isso, as comunidades devem se empenhar em conhecer e divulgar a Lei da Ficha-Limpa (Lei 9840).
  7. Lembre-se de que cargo político não pode ser emprego. Obviamente ninguém vai se apresentar dizendo que deseja lucrar com o cargo. Entretanto, existem sinais que podem ajudar a perceber esta intenção. Se, por exemplo, é alguém que já exerceu alguma função pública, verifique se as atividades desempenhadas foram de ajuda efetiva ao próximo, em especial os mais pobres, com o empenho pela transformação das causas dos sofrimentos, se foram apenas aproveitamento, através de medidas paliativas, ou, pior ainda, clara omissão diante do sofrimento do povo.
  8. Acompanhe as pesquisas eleitorais, mas não se prenda a elas. Voto não é corrida em que o apostador tem que necessariamente ganhar. As pesquisas e outros instrumentos de avaliação não podem substituir a reflexão e o diálogo, muito menos o contato pessoal e mais direto com quem pede seu voto.
  9. Procure estabelecer contato pessoal com os candidatos. Em virtude de inúmeras técnicas, as assessorias preparam os candidatos para dizer o que os eleitores desejam ouvir. Só o contato pessoal, com questões muito concretas a respeito do passado e do presente de cada candidato, é que se pode fazer um discernimento um pouco mais sólido.
  10. Dentro do possível, sejam feitas reuniões com candidatos, para que, através do contato direto, verifiquem-se as intenções e as efetivas propostas. Estas reuniões devem ser preparadas através da pesquisa sobre a vida e os projetos de quem se apresenta para conversar. Questões diretamente ligadas à vida do local devem ser apresentadas, abrangendo, porém, as preocupações com a vida de todo o país e do nosso Estado do Rio. As propostas locais devem estar diretamente ligadas ao que se deseja para toda a nação, ainda que concretizadas no nível respectivo.
  11. Lembre-se de que, numa democracia, o equilíbrio dos poderes é indispensável. Por isso, não restrinja suas preocupações somente ao executivo ou ao legislativo. Empenhe-se em discernir seu voto para esses dois poderes, pois é exatamente do seu equilíbrio que se corrigem erros, superam-se vícios e se avança na democracia e no efetivo respeito aos cidadãos, em especial os mais pobres e vulneráveis. Cabe recordar que uma reforma política é urgente e necessária.

Voto: escolha e acompanhamento

  1. Pedimos às comunidades que acompanhem de perto os que se apresentam para cargos eleitorais, pois “a militância política é missão específica dos fiéis leigos que não se devem furtar às suas obrigações nesse campo” (CNBB, Cristãos leigos e leigas na igreja e na sociedade, sal da terra e luz do mundo, nº 261)

Voto: um gesto que começa agora!

  1. Estas são as nossas orientações. Não são nem poderiam ser indicações nominais, pois isto feriria gravemente o Evangelho no qual cremos. Pedimos que elas sejam lidas muitas vezes, tanto individual quanto comunitariamente, pois são um convite a gastar tempo para se reunir com a família, os vizinhos e os amigos, mesmo que seja necessário reorganizar as atividades, numa vida que se torna cada dia mais agitada e corrida.
  2. Pedimos também que estas orientações não fiquem restritas apenas aos católicos, mas atinjam o maior número possível de pessoas. A realidade eleitoral é um dever humano, que onera a todos e, por isso, o discernimento em comum precisa ser feito, envolvendo a todos, em especial os que, por frustração e descrença, preferem se abster.
  3. De acordo com o jeito de ser da comunidade, forme-se pelo menos um grupo para dinamizar a reflexão. Nele, haverá pessoas com opções políticas diferentes, mas com maturidade suficiente para colaborar com o discernimento, não colocando as escolhas pessoais acima do bem comum e da ajuda às consciências.
  4. Aproveitem as redes sociais, para divulgar horários e locais dos encontros com a presença de candidatos ou encontros em que as famílias, os vizinhos ou as comunidades vão conversar sobre o assunto.
  5. Diante de tantas notícias, que, no atual contexto, podem ser verdadeiras ou falsas, sejamos prudentes e busquemos a verdade dos fatos antes de compartilhar uma informação nas redes sociais.
  6. o uso das redes sociais depende de nós. Para tudo isso, o trabalho da Pastoral da Comunicação vai ser indispensável.

Voto: uma ação que se mantém todos os dias.

  1. Nossa preocupação com o urgente e angustiante momento eleitoral de 2018 não nos deve fazer esquecer de que precisamos criar uma cultura do acompanhamento de quem, por nosso voto, é colocado em funções públicas. As comunidades são, por isso, mais uma vez convocadas a criar grupos e outras instâncias para manter o contato com os que são eleitos, acompanhar o que acontece nas casas legislativas e perceber os rumos e as consequências dos atos do executivo.

Voto: uma atitude sempre rumo à unidade.

  1. Em tudo isso, não podemos nos esquecer de que a diversidade de escolhas políticas não deve se tornar divisão nem inimizade, ainda mais dentro das comunidades. A política é um serviço que se presta ao bem comum e, maior que todas as diferenças que nela venham a existir, encontra-se o Bom Deus, que a todos ama indistintamente. Onde, portanto, houver divisão, discórdia e conflito, que o bom senso seja urgentemente buscado, a fim de que o bem de todos seja atingido.

Senhora Aparecida, Mãe de Deus e Mãe dos brasileiros

  1. Que a Senhora Aparecida – Mãe de Deus e de todo o Brasil, Mãe dos que se alegram e dos que choram, dos que sonham e dos que desistiram, dos que buscam uma pátria de paz, justiça, amor, concórdia e bem comum – interceda, como sempre, pelo povo brasileiro e, de modo especial, pelo Estado do Rio de Janeiro, para que o processo eleitoral seja vivido com respeito, corresponsabilidade e esperança.

Dom Gregório Paixão (OSB), bispo da Diocese de Petrópolis, fez um alerta sobre os cuidados que se deve ter para não perder uma amizade durante o período eleitoral. Lembrando que a política passa, mas as palavras de ofensa ficam gravadas e em sua opinião, não vale a pena perder uma amizade por causa da política.

“Não se indisponha com seus amigos por causa da política. Seja firme na defesa de seus ideais, mas lembre-se que no Brasil os adversários de hoje serão os aliados de amanhã. Portanto, se você maltrata um amigo por votar diferente de você, corre um sério risco de em breve ver oponentes juntos e você distante de alguém que lhe foi tão caro. Defenda seus candidatos, mas com coerência e respeito ao universo plural da política brasileira. Vote com liberdade e respeitando o direito do outro em votar em quem ele quiser. Portanto não venda e não desonre e não estrague amizades por causa de política. Não vale a pena. A política passa, mas as palavras de ofensa ficam gravadas”, afirma o bispo da Diocese de Petrópolis.

Neste ano de eleições, os bispos do Brasil vêm oferecendo vários subsídios e indicações que podem contribuir para os fiéis brasileiros tomarem consciência e escolherem bem aqueles que estarão à serviço do povo nos próximos quatro anos. O bispo coadjutor de Nova Iguaçu (RJ), dom Gilson Andrade da Silva, é um dos que pretende ajudar no discernimento do voto. Ele oferece sete critérios, em formas de perguntas para “questionar-nos pessoalmente sobre o exercício desse ato de cidadania”.

Seus apontamentos chamam atenção para propostas, vida pregressa, valores, cargo pleiteado e competência dos candidatos. Também questiona se cada uma acompanhou o pronunciamento dos bispos acerca das eleições.

“Diante do atual contexto da vida pública do país, alguns podem se deixar levar por um certo desalento ou desconfiança diante do valor do seu voto. Como cidadãos interessados pelo bem de todas as pessoas queremos valorizar ainda mais esse direito que nos é assegurado”, sugere dom Gilson.

Recordando a exortação apostólica do papa Francisco Evangelii Gaudium, dom Gilson ensina que “vota bem quem vota com critérios inspirados no bem comum e nos valores do Evangelho, afinal ‘uma fé autêntica comporta sempre um desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela’”.

Dom Gilson chama atenção ainda que, depois de rezar e refletir sobre a atuação nas próximas eleições, é preciso ajudar também “amigos e amigas, pessoas de nossas famílias e de nossas comunidades a fazerem o mesmo, assumindo cada um, à luz da fé, a sua responsabilidade pelo futuro da nossa amada nação”.

Eis os critérios sugeridos por dom Gilson Andrade:

1) sei dizer se as propostas do partido do meu suposto candidato correspondem à visão de bem comum coerente com os valores evangélicos?

2) Procurei saber sobre a vida pregressa do meu candidato para verificar se realmente merece a confiança do meu voto, afinal lutamos tanto para a aprovação da chamada Lei da Ficha Limpa?

3) Ele defende os valores da vida desde a fecundação até a morte natural, da família conforme o projeto de Deus, da liberdade religiosa, do respeito aos direitos humanos, da saúde, da educação, da moradia e da preservação do meio ambiente?

4) Ele tem clareza acerca do cargo que ocupará e de suas funções?

5) O meu candidato está mais preocupado com um bom marketing de sua imagem na campanha ou em apresentar propostas realistas para os grandes problemas sociais do país?

6) Se ele está há muito tempo na política, demonstrou-se competente no exercício dos seus mandatos ou simplesmente fez da política uma profissão?

7) Procurei acompanhar os pronunciamentos dos bispos acerca das eleições 2018, a fim de esclarecer-me melhor sobre o processo eleitoral?

Debate de Aparecida

O Debate de Aparecida, promovido pela CNBB, terá uma ferramenta de interatividade por meio das redes sociais. Na próxima quinta-feira, 20 de setembro, às 21h30, além da transmissão por emissoras católicas de TV, Rádio e Internet, haverá monitoramento em tempo real da hashtag oficial do debate: #DebateAparecida.

Por meio de parceria entre a TV Aparecida e o Twitter, haverá um contador do número de menções à hashtag. O público ainda poderá interagir durante a transmissão, via Periscope, com o perfil @tvaparecida.

O debate com presidenciáveis acontece na arena do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional em Aparecida (SP), será transmitido pelas emissoras católicas de TV e Rádio, além de portais de internet.

O critério de escolha dos candidatos que vão participar do Debate de Aparecida seguiu o que prevê a Lei eleitoral. De acordo com a legislação, é obrigatório o convite aos candidatos dos partidos que tiverem representação no Congresso Nacional, no mínimo cinco parlamentares.

Representantes de oito partidos políticos confirmaram a presença de seus candidatos no Debate de Aparecida no dia 20 de setembro no Santuário Nacional. Alkimin e Marina ainda não confirmaram presença. O prazo termina hoje. Os candidatos confirmados são Guilherme Boulos (PSOL), Fernando Haddad (PT), Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB). Cabo Daciolo (Patriota) não confirmou presença alegando outros compromissos. Jair Bolsonaro (PSL) que já havia confirmado presença, devido ao atentado que sofreu, em função de recomendação médica, não deve comparecer.

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