reduzida1 brasão finalização DDP COR 1mAssembleia Plano Pastoral de Conjunto – 2014

Diretrizes Pastorais da Diocese de Petrópolis – 2014-2016

Dom Gregório Paixão, OSB

Igreja em Estado Permanente de Missão

Precisamos sair de nós mesmos para irmos onde as pessoas estão, para falar-lhes de Jesus e de sua Palavra. Necessitamos criar uma mentalidade missionária, saindo de nosso comodismo e cumprindo o que Jesus nos pediu, quando nos ensinou que devemos ir por todos os lugares, pregando o seu Evangelho. Essa missão deve ser cumprida permanentemente, e não somente em alguns momentos. Portanto, todas as comunidades, pastorais, movimentos, etc, precisam se tornar missionárias, senão não cumprirão o seu papel profético diante dos povos.

O bispo diocesano fará 21 Visitas Pastorais, dirigindo-se, ainda, às paróquias, comunidades e ambientes, mantendo contato e incentivando os seus líderes;

Fazer nascer uma mentalidade missionária em todas as pastorais, movimentos, etc, motivando-as a uma ação missionária em sua área de atuação, com formação adequada;

As paróquias devem manter as portas de suas igrejas abertas o máximo de tempo possível, com pessoas preparadas para receber e orientar os irmãos que nos buscam;

Dar assistência contínua às escolas e universidades, sejam elas federais, estaduais, municipais, paroquiais e particulares, com projeto eficaz de evangelização;

Todas as paróquias devem implantar as principais pastorais (Batismo, Catequese, Juventude, Família,Vocacional, Universitária, Educação, Saúde, Terceira Idade, Social, Liturgia, Música, Sobriedade, Esperança, Carcerária, MESC, PASCOM), movimentos e novas comunidades, conforme a necessidade das comunidades;

Implantar em todas as paróquias a Pastoral da Comunicação, criando uma cultura da comunicação, com a participação do bispo, dos sacerdotes, dos diáconos e fiéis leigos nos meios de comunicação das oito cidades diocesanas, por meio de artigos de jornais, participação nos programas de rádio e televisão, Web TV, blogs, Facebook, etc;

Todas as paróquias, pastorais e movimentos devem ter páginas atualizadas na Internet;

Proporcionar cursos para os secretários e secretárias paroquiais, a fim de que melhor acolham e sirvam o Povo de Deus;

Maior presença e pastoreio dos sacerdotes nas pastorais, comunidades e ambientes da paróquia.

Igreja: Casa de Iniciação à Vida Cristã

Nossa catequese demonstra sinais de cansaço e escassez. Hoje, nossa catequese deve ser uma experiência de Jesus. O ensinamento doutrinário deve levar a um encontro íntimo com Aquele que é o Senhor. Deve auxiliar o catequizando a fazer do aprendizado um compromisso para toda a vida e a vida toda. Desse envolvimento nascerão catequizandos bem formados, cristãos comprometidos e leigos engajados na missão quotidiana. Portanto, as estruturas ultrapassadas devem ser substituídas por novas e eficazes.

Repensar, com os catequistas, os métodos de catequese, buscando reciclar os aprendizados e inovando a forma de transmissão, por meio de novos modelos, tecnologias, etc;

Proporcionar momentos de oração e espiritualidade nos encontros semanais de catequese, levando catequistas e catequizandos a um profundo encontro com o Senhor;

Pensar numa catequese que gere um espírito missionário, onde os catequistas visitem os catequizandos e suas famílias;

Unificar o esquema da catequese diocesana;

Publicar bibliografia especializada para a catequese;

Criar subsídios bíblico-catequéticos para os grandes momentos litúrgicos;

Implementar, em todas as comunidades, a catequese específica para os adultos que pedem a iniciação cristã;

Criar uma Escola Diocesana de Catequistas em cada decanato, atenta, também, para a formação de catequistas aptos para trabalhar com crianças e adultos com deficiência;

Implantação da Iniciação Cristã inspirada no modelo catecumenal;

Implantar em todas as paróquias grupos de crianças, adolescentes e jovens, divididos por idade, reatingindo as necessidades formativas dessas idades, aproveitando as experiências diocesanas do setor juventude.

Igreja: Lugar de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral

A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus que ilumina os cristãos em sua caminhada neste mundo. Por isso, a Bíblia Sagrada deve ser o livro por excelência apresentado ao povo de Deus, especialmente aos catequizandos. Não deve ser visto como livro de autoajuda, mas como Palavra que transforma a vida e conduz à Vida. Nela encontramos o próprio Cristo, a Palavra mais profunda e íntima que Deus nos disse ao se revelar a nós. Para isso deve ser manuseada, refletida, vivida e amada.

Incentivar a leitura e o aprofundamento da Palavra de Deus e da doutrina, facilitando o acesso de todos à Bíblia e ao Catecismo da Igreja Católica (ou o YouCat), repassando bíblias a preço de custo, priorizando a tradução da bíblia Ave Maria;

Em todos os encontros, palestras, orações, devem ser lidos e citados versículos bíblicos que inspirem a comunidade;Criar escolas bíblicas nas paróquias ou nos decanatos, para estudo aprofundado das Sagradas Escrituras;

Criar um Diretório Litúrgico-Sacramental;

Realizar, anualmente, duas assembleias paroquiais e duas assembleias de Decanato;

Realizar, anualmente, a Assembleia Diocesana, para avaliação e atualização das Diretrizes;

Realizar, anualmente, o Adorai, como expressão de louvor do setor juventude;

Realizar, anualmente, a Romaria Diocesana a Aparecida, como expressão da unidade diocesana.

Igreja: Comunidade de Comunidades

O individualismo e o subjetivismo orientam a sociedade pós-moderna e está cada vez mais influenciando a nossa vida cristã. Algumas pessoas dizem que tem fé, mas não tem religião. A fé nasce da experiência que temos com a Trindade Santa, devendo ser vivida de modo comunitário, especialmente por meio da vida paroquial, em suas comunidades, nas pastorais e nos movimentos. Entretanto, nossas paróquias não podem ser “ajuntamentos” de pessoas, mas devem fomentar uma rede de comunidades que se comuniquem entre si e com a paróquia, gerando o nascimento de novas comunidades e superando o perigo de que a fé se torne um mero produto de consumo pessoal. 

Implementar pequenas comunidades nos quarteirões e em todos os bairros, especialmente nos mais desprovidos de assistência, por meio de estudo acurado, sob a direção de uma equipe missionária de leigos;

Realizar bienalmente a Jornada Diocesana da Juventude, com hospedagem dos jovens em paróquias distantes das suas de origem, gerando um salutar compromisso diocesano e estreitando os laços entre todos. Essa Jornada vai culminar no Congresso da Juventude;

Realizar anualmente a Assembleia das Pastorais, envolvendo todas as comunidades;

Incentivar os Diáconos Permanentes a assumir a liderança e administração das comunidades a eles indicadas;

Dispor, no site da Diocese, uma lista com todos os nomes de conferencistas e professores, com suas especialidades, que podem ser chamados a servir nas mais diferentes comunidades;

Dar novo vigor a todas as pastorais e movimentos, especialmente aqueles que se mostram enfraquecidos, sob a liderança da Coordenação de Pastoral.

Igreja a Serviço da Vida Plena para Todos

Nosso Deus é o Deus da vida. Não podemos aceitar uma cultura da morte pelo aborto, eutanásia, tortura, opressão, corrupção, marginalização e exclusão. Ser cristão é ser anunciador e defensor da vida, e combatente contra as forças do mal que penetraram em nossa sociedade. Diante da morte programada, não podemos nos calar. Diante dos pobres, devemos levar o Cristo que acolhe e que sacia o corpo e a alma. Daí a necessidade de nos organizarmos em comunidade para melhor assistir Jesus que se nos apresenta pelos mais pobres e marginalizados.

Implementar e potencializar as pastorais sociais diocesanas e paroquiais, além de potencializar a pastoral política e a presença dos católicos nas associações de bairro e nos Conselhos Municipais;

Esforçarmo-nos para ter, junto à paróquia, uma creche, escola paroquial ou o que estiver dentro das possibilidades das comunidades, com as devidas legalizações;

Implantar a Pastoral do Dízimo de forma organizada e eficaz, cujos recursos também serão destinados às pastorais sociais;

Criar comitês, a nível diocesano e de decanato, que lutem contra toda a espécie de cultura que vise a legalização do aborto, eutanásia, drogas, etc;

Dar atenção especial e fazer visitas assíduas aos doentes, encarcerados, depressivos, idosos, etc;

Criar um cadastro e fazer conhecidos todos os trabalhos sociais e entidades católicas que prestam serviço à sociedade;

O Bispo, os Presbíteros, os Diáconos Permanentes, os Religiosos, os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e todos da Comunidade Paroquial são chamados a participar dos trabalhos caritativos;

Gerar em todas as comunidades o compromisso de incentivar o ingresso de jovens no seminário, na vida religiosa, nas novas comunidades e na vida consagrada, assim como o florescimento do Diaconato Permanente;

Fomentar o espírito ecumênico dos fiéis, aprimorando a identidade católica e dando as razões de nossa fé a todos.

15610317638_af6663703c_z

Clique na imagem e veja o álbum de fotos da Assembleia

 

Cerca de 1500 pessoas participaram sábado, dia 15, da Assembleia do Plano Pastoral da Diocese de Petrópolis. O evento aconteceu na paróquia de Santo Antônio, no Alto.

Os fieis representavam as pastorais e movimentos de todas as 44 paróquias dos quatro decanatos que compõem a diocese. Em pauta, os planos de ação e as estratégias para combater as dificuldades enfrentadas na realidade de cada trabalho realizada pela Igreja Católica.

Além das dependências da igreja matriz de Santo Antônio, o encontro aconteceu também nas instalações do colégio São Paulo. O trabalho foi presidido pelo Bispo Dioccesano, Dom Gregório Paixão.

O dia de trabalho começou com a oração Lectio Divinae presidida pelo Monsenhor Paulo Daher, vigário geral da Diocese, que aos pés de Jesus Sacramentado, conduziu orações pedindo pelas pastorais e movimento, com momentos de gratidão pelos dons e graças recebidos, pedidos de perdão pelos pecados cometidos ao longo da caminhada, por mais fé e sede na busca pela formação pessoal que levará a uma fé mais edificada.

A cada oração, o Ministério da Comunidade Magnificat entoava cânticos de reflexão sobre os temas propostos. Após o cântico do Tão Sublime, foi concedida a bênção do Santíssimo Sacramento, seguido das orações pelo Papa Francisco.

Dom Gregório falou sobre o tema da Assembleia “Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4,3).

A sua palestra versou sobre o Documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “Comunidade das Comunidades: Nova Paróquia”, que reflete sobre novas realidades encontradas pela Igreja na atualidade, como as mudanças nas famílias e o pensamento de uma sociedade pós-cristã, que prega o fim da era cristã no planeta.

O bispo destacou ainda a importância do trabalho pastoral, tomando, por exemplo, o entendimento das primeiras comunidades, chamando aos fiéis para ultrapassar os limites da igreja doméstica, da família, alargando os horizontes da mesma forma que Jesus.

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Mt 12, 50). Jesus não ficou estreitado, Ele foi à casa das pessoas e ordenou que os discípulos, em Missão, fizessem o mesmo. “O mestre utilizou dos meios possíveis, barcos e caminhadas, para ir ao encontro dos que precisaram, dentro uma nova filosofia de pastoreio, anunciando a boa nova a todos, pecadores, prostitutas, leprosos e pagãos. Ninguém era excluído. Esse ensinamento novo se faz de forma interativa, com parábolas e experiências de Deus”, declarou.

O bispo também destacou que os trabalhos devem ser observados a partir das comunidades cristãs, que se ergueram através da celebração em comum, do ensinamento dos apóstolos e da partilha do pão e da Palavra. “A paróquia é a nossa segunda casa”, finalizou.

Depois da palestra, os fiéis se dividiram em grupos de trabalho por pastorais, discutindo situações como dificuldades para realização dos trabalhos e possíveis soluções, metas não alcançadas em 2014 e que ficaram para 2015, ações para o ano novo, objetivos e métodos de ação para a pastoral ou movimento, e ainda aquilo que foi alcançado como positivo a partir das assembleias de pastoral, paroquial e do decanato.

Após o intervalo do almoço, Dom Gregório voltou a falar aos fiéis sobre o documento da CNBB e propôs passos para que esse trabalho seja alcançado a partir de cada paróquia.

Os grupos voltaram a se reunir entre pastorais, onde houve proposta de documentos de estudo, pesquisa e formação; preparo de subsídios para o trabalho e a possibilidade de oferta de cursos de formação para os agentes que já atua, e para os novos agentes.

As diretrizes da Diocese também foram debatidas dentro dos grupos de trabalho, onde as cinco urgências voltaram a ser estudadas e discutidas dentro de cada uma das equipes. No final da tarde, representantes de alguns movimentos foram chamados a falar à toda assembleia sobre o trabalho realizado durante o dia e as suas conclusões.

Por fim, o bispo Dom Gregório presidiu Santa Missa na Matriz, encerrando o primeiro dia de atividades.