Diocese, Notícias › 02/10/2019

Dom Gregório Paixão convoca o Ano Missionário Diocesano

Na abertura do Mês Missionário Extraordinário (outubro), o Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, OSB, publicou uma Carta Pastoral (leia a carta), convocando todos para viver o Ano Missionário Diocesano de outubro deste ano até outubro de 2020, que tem por tema “Igreja em saída, para amar, servir e evangelizar” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). “A missão nasce do amor, brota da caridade de Cristo que se estende a todos” afirma o bispo na carta dirigida a todos os padres, religiosos e religiosas e ao povo.

Na carta, lembrando o Documento de Aparecida, Dom Gregório Paixão afirma que “a perspectiva da “paróquia missionária” representa um caminho de renovação para a comunidade eclesial, como aponta o Documento de Aparecida”. Nesta perspectiva de uma paróquia missionária, um dos objetivos do Ano Missionário Diocesano é à implantação de Pequenas Comunidades dentro do território paroquial, conforme sugere o Documento de Aparecida e está previsto nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2018/2023.

Na carta, o bispo diocesano convoca todos para serem missionários, frisando a necessidade da visita aos doentes, pessoas encarceradas, com problemas de drogadição e outras situações que sejam desafiadoras e onde a mensagem de Cristo precisa chegar. “Peço que todos os movimentos e pastorais, para que desenvolvam atividades missionárias durante este ano e fixem toda a sua força de vontade em visitar todos os lares, principalmente as casas das famílias com pessoas doentes, enlutadas, afastadas da vida eclesial, com pessoas encarceradas, envolvidas em drogadição, e outras circunstancias desafiadoras” conclama o bispo.

Dom Gregório Paixão, na carta, faz uma convocação dos padres e diáconos, para que visitem as pessoas idosas e doentes. Ao finalizar a carta, o Bispo de Petrópolis conclui afirmando que estará junto com todos e fazendo a mesma coisa como todo cristão católico está sendo convocado a realizar ao longo do Ano Missionário Diocesano.

O Ano Missionário Diocesano terá como objetivos: Promover um novo espírito missionário em todas as nossas paróquias e comunidades; Continuar a implantação das Pequenas Comunidades no território paroquial; Revitalizar encontros bíblicos e catequéticos; Implantar os COMIPAs (Conselho Missionário Paroquial); Apoiar a Infância e Adolescência Missionária; Fazer chegar a graça da presença de Jesus e de sua Igreja aos irmãos afastados e/ou desmotivados; Favorecer a “missão permanente”, conforme as orientações do Papa Francisco.

Mês Missionário Extraordinário

O Mês Missionário Extraordinário foi convocado pelo Papa Francisco em 22 de outubro de 2017 após a Oração do Angelus, com o objetivo de “nutrir o ardor da atividade evangelizadora da Igreja ad gentes”. No dia 1º de outubro, festa da Padroeira das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus, o Papa Francisco abriu o Mês Missionário Extraordinário afirmando que “este mês quer nos dar uma sacudida que nos provoca a ser ativos no bem. Não notários da fé e guardiões da graça, mas missionários”.

Em sua homilia, durante a abertura, o Papa questiona “mas como fazer para se tornar missionário?” e responde: “vivendo como testemunha: testemunhando com a vida que se conhece Jesus”. “Sabem que a fé não é propaganda nem proselitismo, mas um respeitoso dom de vida. Vivem espalhando paz e alegria, amando a todos, incluindo os inimigos, por amor a Jesus”.

O Sumo Pontífice pede que os católicos se questionem: “Como é o meu testemunho?”. Em seguida explica que “quem está com Jesus sabe que possui aquilo que se doa; e o segredo para possuir a vida é doá-la”. O Papa Francisco afirma que “pecamos por omissão, ou seja, contra a missão, quando, em vez de espalhar a alegria, nos fechamos numa triste vitimização, pensando que ninguém nos ama nem compreende”.

O Papa lembra ainda que outro pecado contra a missão é “quando cedemos à resignação: Não consigo fazer isto, não sou capaz. Pecamos contra a missão, quando, num lamento sem fim, continuamos a dizer que está tudo mal, no mundo e na Igreja. Pecamos contra a missão, quando caímos escravos dos medos que imobilizam, e nos deixamos paralisar pelo sempre se fez assim. E pecamos contra a missão, quando vivemos a vida como um peso e não como um dom; quando, no centro, estamos nós com as nossas fadigas, não os irmãos e irmãs que esperam ser amados”.

O Papa volta a afirma que é preciso ser uma Igreja em saída que não perde tempo a lamentar-se. “Ama uma Igreja que vive em saída. Se não vive em saída, não é Igreja. Uma Igreja em saída, missionária é uma Igreja que não perde tempo a lamentar-se pelas coisas que não funcionam, pelos fiéis que diminuem, pelos valores de outrora que já não existem. Uma Igreja que não procura oásis protegidos para estar tranquila; deseja apenas ser sal da terra e fermento para o mundo. Sabe que esta é a sua força, a mesma de Jesus: não a relevância social ou institucional, mas o amor humilde e gratuito”, frisou o Papa.

O Papa lembra ainda três grandes exemplos e que servem como modelo e força para sermos uma igreja em saída. “Hoje, entramos no Outubro Missionário acompanhados por três servos que ostentaram muito fruto. Mostra-nos o caminho Santa Teresa do Menino Jesus, que fez da oração o combustível da ação missionária no mundo. Este é também o mês do Rosário: Quanto nós rezamos pela difusão do Evangelho, para nos convertermos da omissão à missão? Depois, temos São Francisco Xavier, talvez o maior missionário da história depois de São Paulo. Também ele nos dá uma sacudida: Saímos da nossa concha, somos capazes de deixar as nossas comodidades pelo Evangelho? E há a Venerável Paulina Jaricot, uma operária que apoia as missões com o seu trabalho diário: com as ofertas que retirava do salário, deu início às Pontifícias Obras Missionárias. E nós, fazemos de cada dia um dom para superar a fratura entre Evangelho e vida? Por favor, não vivamos uma fé de sacristia’ pede o Papa.

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