Artigos, Notícias › 17/03/2019

Dízimo: uma experiência de fé

A decisão de contribuir com o dízimo nasce do coração marcado por uma profunda experiência de Deus e pela consciência da pertença a uma comunidade concreta, na qual se vivencia a fé cristã. Portanto, dízimo é uma questão de fé e, por isso, sua contribuição é estável, periódica, assumida como um compromisso permanente.

De acordo com sua raiz etimológica, a palavra “dízimo”, quer dizer a “decima parte de algo”. Na experiência do povo de Deus, no Antigo Testamento, significava aquilo que o fiel “devolvia a Deus”, consciente de que tudo o que possuía, d’Ele recebeu (cf. Gn 14,17-20; 28,22; Lv 27,30).

No Novo Testamento, na comunidade cristã, o dinheiro era colocado aos pés dos apóstolos e, depois, distribuído a cada um segundo suas necessidades (cf. At 2,44-47). Além disso, a dimensão caritativa da vida cristã se manifestava na realização de frequentes coletas para o socorro dos necessitados (At 11,29; Rm 15,26-27; 1Cor 16,1-4; 2Cor 8-9; Gl 2,10).

Sendo assim, o dizimista, cumprindo o quinto mandamento da Igreja, expressa sua gratidão a Deus e a consciência de sua responsabilidade para com a comunidade em que celebra os sacramentos. Contribui para o sustento do culto (dimensão religiosa), das obras de evangelização e pastoral (dimensão eclesial e missionária), bem como, promove o socorro dos mais necessitados (dimensão caritativa).

Lembremo-nos de que Jesus se alegra com a oferta da viúva, não pelo valor, mas pela alegria e amor por ela revelados (cf. Lc 21,4). Como ensina São Paulo, “cada um contribua conforme tiver decidido em seu coração, nunca com tristeza ou por imposição” (2Cor 9,7). Seja dizimista!

Pe. Adenilson Silva Ferreira
Pároco da Catedral e Ecônomo da Diocese

Tags:

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.