Pároco:Pe. José Augusto Carneiro (Jac)

Pe. José Augusto Carneiro

Pároco

Nascido a 27/12/1947 em Bemposta (Três Rios), RJ
Ordenado a 09/12/1984 em Petrópolis, RJ
Faleceu no dia 3 de janeiro de 2017

Quando alguém pegunta pelo Padre José Augusto Carneiro, ou simplesmente o Padre Jac, a primeira imagem que vem a todos é a Catedral São Pedro de Alcântara, onde foi pároco de 1990 até 2015. Mas, quem o conhecia e teve a oportunidade de trabalhar ao seu lado vai lembrar com saudade de momentos como o Sábado Solidário; Festa das Personalidades Petropolitanas; Festa da Primavera; Carreata da Ressurreição; e tantos outros eventos e atividades que realizava sempre reunindo pessoas dos mais diferentes segmentos de Petrópolis.

Quem olhava o Padre Jac, não podia imaginar que um dia ele foi presidente por dois anos da Associação Petropolitana dos Estudantes (APE), sendo homenageado quando a entidade completou 50 anos de fundação. Amante da comunicação, antes de ser sacerdote trabalhou no Diário de Petrópolis, onde escreveu a coluna “Jac Especial e também na Rádio Imperial, no período de 1971 a 1979, quando a emissora pertencia ao Sistema Globo de Rádio. Ele retornou a Rádio Imperial, como padre sendo coordenador de um programa para juventude, quando a emissora pertencia ao Grupo de Tribuna.

Ele ficou a frente do programa por muitos anos, mas quando a Rádio Imperial foi comprada pela Diocese de Petrópolis, ele assumiu a direção da emissora, onde realizou diversos trabalhos. Em meio as suas atividades profissionais, antes de entrar para o Seminário para ser padre, junto com outros jovens fundou o Movimento Semente e por meio deste movimento promoveu a formação cristã de milhares de jovens. Ele organizou eventos como o Festival de Teatro Infantil, entre diversos outros, como a Gingana Imperial. A pedido do pintor holandês residente em Petrópolis, na época Win Van Dijk iniciou a festa Personalidades Petropolitanas.

Em 3 de março de 1979, José Augusto Carneiro deixou a vida profissional e ingressou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino para a formação sacerdotal. Cursou Filosofia no Seminário de Corrêas e Teologia na Escola Teológica do Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Foi ordenado diácono em 27 de dezembro de 1983 por Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra e sacerdote em 9 de dezembro de 1984 por Dom José Fernandes Veloso.

Como padre assumiu a direção da Revista Ação, órgão oficial da Diocese de Petrópolis. De 1985 a 1990 atuou como Pároco da Paróquia da Imaculada Conceição de Bemposta e em 18 de fevereiro de 1990 foi nomeado Pároco da Catedral de São Pedro de Alcântara, onde ficou até junho de 2015, quando foi transferido para a Paróquia Santo Agostinho e Santo Antônio, em Nogueira. De 1986 a 2006 foi professor de Ciências Morais e Religiosas e Introdução à Teologia na Universidade Católica de Petrópolis, onde também dirigiu a Rádio UCP-FM.

Em 14 de maio de 1999 assumiu a direção da Rádio Imperial de Petrópolis–AM, onde, preservando a identidade católica da emissora, a manteve aberta para toda a comunidade. Jac apresentava o Programa Plantão da Solidariedade, no qual divulgava entidades que trabalham pelo bem comum e realiza campanhas filantrópicas como o Sábado Solidário e Inverno com mais calor humano, além dos eventos anuais: Tudo nos Fala das Mães e Meu Pai, Meu Exemplo e ainda a Coração de Nossa Senhora.

Em 1971 recebeu o título de Cidadão Petropolitano pela Câmara Municipal de Petrópolis, por proposta do então vereador Paulo de Souza Ribeiro. Recebeu do Rotary Cidade Imperial, onde atuou por mais de dez anos, o título de Sócio Benemérito e Sócio Honorário. Foi laureado pela Alerj com a Medalha Tiradentes por indicação do deputado Marcus Vinicius (Neskau).

 

A vocação sacerdotal

 

Sobre a sua vocação sacerdotal, Padre Jac contava que ela surgiu ainda na infância, participando de ladainhas, missas e atividades nas capelas do Divino Espírito Santo e São Sebastião, no Carangola. O interesse pelo sacerdócio se acentuou quando foi estudar na escola de Frei Leão, Escola Gratuita Santo Antônio, no Alto da Serra, sendo lá orientado pela professora, Irmã Maria Leônia, da Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus.

A escolha definitiva pelo sacerdócio veio após participar do Cursilho de Cristandade e o trabalhar com Jovens. “Vale a pena responder ao chamado de Deus como o de Maria, a Mãe que era só de Jesus, mas que Ele quis que fosse nossa também. Tenho a grande alegria de ter nascido no dia em que a Igreja celebra São João Evangelista, 27 de dezembro, o discípulo tão amado por Jesus e que recebeu a bela missão de acolher Nossa Senhora. No trabalho solidário ele procura ser o esforço concreto para viver o amor ao próximo que Jesus ensinou e o texto da carta de São Tiago que diz: A fé sem obras é morta. Desejo Muitas bênçãos de Deus a todos”, finaliza padre Jac.

Num dos últimos artigos, publicados no site da Paróquia de Nogueira, Padre Jac fez um grande agradecimento a Deus por tudo vivia e todas as pessoas vivem diariamente. Ele conclui o artigo afirmando que “que em tudo tenhamos presente a certeza de que sozinhos pouco ou quase nada conseguimos. Abramos então os nossos corações ao Senhor e peçamos que Ele envie sobre nós o seu Espírito Santo para nos dar o discernimento nas dúvidas, a fortaleza nas dificuldades, a sabedoria nas decisões e o amor em tudo o que fizermos. Por tudo e sempre, obrigado, Senhor”.

Mais de mil pessoas na missa na Catedral de Petrópolis

Parecia um dia de ordenação sacerdotal ou missa de Corpus Christi, pois a Catedral São Pedro de Alcântara, numa terça-feira, 4 de julho, estava lotada. Eram mais de mil pessoas, que aplaudindo deram o último adeus e prestaram a última homenagem ao Padre José Augusto Carneiro, carinhosamente conhecido como Padre Jac, ou simplesmente Jac. Ele, aos 69 anos, depois de celebrar a missa, na Igreja Santo Agostinho e Santo Antônio, em Nogueira, onde estava há dois anos exercendo seu ministério sacerdotal, quando “in persona Christi”, no momento da consagração do pão e vinho, em seu quarto, discretamente, entregou sua vida nas mãos de Deus ao ser vítima de um infarto fulminante.

Na naquela manhã de segunda-feira, 3 de junho, os funcionários da Paróquia Santo Agostinho e Santo Antônio, viram ele fazer tudo como fazia todos os dias, celebrar a missa, tomar café e ir para o quarto para as últimas orações e assim, dar início as suas atividades. Mas, neste dia, algo chamou a atenção dos funcionários, pois ele havia reclamado de dor no pescoço e mesmo com o comentário de um dos funcionários se não era melhor ir ao médico, ele explicou que com o frio intenso era comum não se sentir. Preocupados e atentos, com sua demora ao sair do quarto, os funcionários foram, chamaram e como não foram atendidos, arrombaram a porta e o encontro morto, com um semblante tranquilo.

A partir daquele momento, sem acreditar no que havia acontecido, todos tinham a certeza de que aquela foi a última missa do Padre Jac. Foi o último café na Casa Paroquial e suas últimas orações em seu quarto. Mas, ficou a certeza de que, aquele que tanto falou de Deus, do amor a Maria, agora está face a face com Deus, contemplando-o e podendo interceder por todos.

Com a notícia da morte de Padre Jac, a Diocese de Petrópolis se mobilizou para dar a ele as últimas homenagens. Na noite de segunda-feira, às 19h30, o decanato do Decanato Nossa Senhora do Amor Divino, Padre Carlos Henrique presidiu a primeira missa de “exéquias”, concelebrada por diversos sacerdotes da Diocese e com a presença de amigos, paroquianos de Nogueira e familiares.

Padre Carlos Henrique ressaltou o grande sacerdote que era Padre Jac, seus trabalhos, sua vocação e sua preocupação com o próximo. A Igreja de Nogueira ficou aberta até as 22 horas de segunda-feira, quando as pessoas puderam dar o último adeus ao sacerdote que estava há dois anos em Nogueira e, contrariando a expectativa de muitos, vinha realizando um grande trabalhando, dando continuidade ao que já era realizado e incluindo novas e importantes atividades.

Como grande comunicador que era, Padre Jac manteve o jornal da Paróquia, começou a priorizar o site da Paróquia e estava dando visibilidade a Paróquia de Nogueira, como fez com a Paróquia São Pedro de Alcântara, onde esteve por cerca de 25 anos. Padre Jac deixa em Nogueira, como alguns afirmaram, a saudade de um padre amigo e preocupado com o próximo.

Na Catedral São Pedro de Alcântara, a missa de “exéquias”, celebrada na manhã de terça-feira, 4 de julho, presidida pelo bispo diocesano, Dom Gregório Paixão (OSB) e concelebrada por todos os padres da Diocese, entre eles o Vigário-Geral da Diocese, Monsenhor Paulo Daher que foi professor e diretor espiritual do Padre Jac, assim como Padre Francisco Montemezzo e alguns sacerdotes, cuja fisionomia demonstrava sua tristeza pela perda do amigo e companheiro, como Padre Adilson Assumpção, companheiro de ordenação sacerdotal.

Em sua homilia, Dom Gregório Paixão ressaltou que Padre Jac morreu da maneira como viveu, de forma discreta, sem chamar atenção para si, como fazia com todos os eventos que realizava, que tinha sempre o objetivo de ajudar uma entidade da cidade. “Exercendo o seu ministério sacerdotal, dando o pão da vida aos irmãos, perdoando os pecados, alegrando-se com os muitos eventos ao mesmo tempo chorando por aqueles que davam adeus a esta vida, tinha a certeza que estava realizando a missão que Deus lhe confiou”.

O bispo diocesano ressaltou ainda que o momento era para celebrar a vida e não a morte, levando todos a se questionarem se Deus quer a morte do ser homem. Dom Gregório Paixão afirmou que Deus quer a vida e que a morte foi uma escolha do ser humano por causa do pecado, frisando que Deus quer que o ser humano tenha uma passagem, uma vida, tranquila para que possa viver sua vida plena no céu.

Após a missa na Catedral, cumprindo a vontade do Padre Jac, o caixão com seu corpo, carregado por alguns sacerdotes, deixou a igreja para ser levado para Bemposta, distrito de Três Rios, sua terra natal, para ser sepultado ao lado de sua mãe. Antes porém, seu corpo foi colocado na Igreja Nossa Senhora da Conceição de Bemposta, onde por alguns anos exerceu o ministério sacerdotal. Esta era a única manifestação do sacerdote sobre sua morte, pois como afirmou o Bispo e alguns sacerdotes que tiveram a oportunidade de trabalhar com ele, Padre Jac sempre foi uma pessoa discreta, pois tinha como princípio cumprir sua missão sacerdotal, desaparecendo para que Cristo aparecesse, fosse pelas palavras, gestos, testemunho ou pelos muitos eventos que fazia para ajudar as mais diversas entidades.

 

Para todos, Padre Jac foi um grande amigo

 

Frederico Veloso, que há um ano trabalhava com Padre Jac contou que a rotina dele era celebrar a missa pela manhã, tomar café e ir para o quarto rezar. “Ele fiz tudo isto ontem, mas reclamou que estava com dores no pescoço e que talvez não iria para o retiro dos padres. Foi para o quarto rezar e depois o encontramos morto. Muito triste, pois ele era um amigo e o tinha como um pai”.

Daiane Favero lidava com o Padre Jac diariamente e afirmou que ele era um padre ativo, comunicativo, “um grande sacerdote e zeloso com as celebrações”. Ela disse que ele tinha um grande carinho com as crianças e que, quando foi para Nogueira, levou muitas novidades, realizando diversas atividades. Muitos paroquianos de Nogueira, em apenas dois anos já o tinha como um grande amigo e assim que souberam da morte dele foram para Igreja Nogueira.

“Não perdemos apenas um sacerdote, mais um grande amigo”, afirmou Leticio Filho, que por alguns anos trabalhou com Padre Jac na secretaria da Paróquia da Catedral. Ele, assim como todos que estavam na Catedral São Pedro de Alcântara, foram as lágrimas, quando cantaram a música “Vem e segue-me” de autoria do Padre Jac, música vencedora de um dos festivais de música vocacional da Diocese. “Neste momento não tive como segurar as lágrimas, pois, como afirmei, perdemos um grande amigo”.

Carlos Renato, também trabalhou com Padre Jac na Catedral, disse que ele foi muito importante na vida de muitas pessoas, principalmente dos jovens que receberam dele a formação cristã. Carlos Renato é agente da Pastoral da Comunicação da Catedral e na terça-feira, confessou que é uma missa que não tinha condições de fotografar ou qualquer outra atividade, pois a tristeza pela perda do amigo era grande.

O professor Sebastião Ferreira disse que conviveu muito pouco com Padre Jac, mais o conhecia há mais de 40 anos e lembra com carinho da festa das personalidades petropolitanas que promovia. “Muita gente não entendia o principal objetivo da festa, que além de prestigiar diversas pessoas, era para arrecadar recursos para manutenção da Catedral”, comentou o professor.

O radialista e professor Jorge Luiz, que trabalhou com o Padre Jac quando ele era apenas responsável pelo programa da Pastoral da Juventude na Rádio Imperial e depois diretor da emissora, disse que ele fará uma grande falta, principalmente pelo seu amor pela comunicação. “Ele representa comunicação no rádio que tem compromisso com o ouvinte, que tem a missão de evangelizar e entreter, um rádio de utilidade pública. O Padre Jac teve uma responsabilidade grande, pois sempre trabalhou para que a rádio ao mesmo que evangelizasse fosse companheiro dos ouvintes”.

O Padre Moisés Henrique Fragoso de Souza, durante três anos e meio, trabalhou com Padre Jac na Paróquia São Pedro de Alcântara (Catedral) e segundo ele, três coisas sempre chamou sua atenção. A primeira, segundo Padre Moisés, é a amizade, o valor que tinha para Padre Jac a amizade. “Ele era um homem amigo, uma pessoa que se preocupava com quem estava perto dele e sempre perguntava como eu estava, mostrava interesse”. A segunda coisa era uma vida de oração discreta. “Ele não fazia alarde sobre oração, mas sempre o encontrava rezando. Era um homem de oração”. E a terceira, era atento as necessidades das pessoas. “Ele sempre perguntava se eu sabia como um paroquiano estava, se tivesse alguém com alguma dificuldade como podia ajudar. Era atento as necessidades do próximo”.

Kleber Galdino afirmou que Padre Jac cumpriu sua missão e que agora se encontra ao lado de Deus. Gean Carlos comentou que “agora nosso Padre Jac, fará a sua Páscoa definitiva para o encontro com o Altíssimo. Ele retornou ao seu país natal, o Céu. Estamos tristes com esta notícia, mas, ao mesmo tempo, confiantes na misericórdia divina, que acolhe hoje no reino dos céus esta semente boa que cresceu como árvore frondosa e frutificou abundantemente em seus vários alunos, amigos, paroquianos e familiares”.

O ex-seminarista e atualmente agente da Pastoral da Comunicação, Rogerio Lima também manifestou sua tristeza pela morte do Padre Jac. Ele conta que, como seminarista trabalhou na Catedral e sempre teve nele um grande amigo, uma pessoa que se mostrava preocupado e disposto a ajudar na formação para o sacerdócio. Segundo ele, de certa forma Padre Jac foi responsável pelo seu casamento, pois foi a convite dele para participar como assessor da Pastoral da Juventude nos anos 90, que conheceu sua esposa, Celia, na época, uma das coordenadoras da Pastoral no Decanato São Pedro de Alcântara.

“Não fomos o único casal que casou sob as bençãos do Padre Jac. Muitos jovens naquele período se conheceram nos retiros promovidos por ele por meio da Pastoral da Juventude. Sem dúvida, o trabalho dele com a juventude, nos anos 90 foi muito importante para formação cristã e matrimonial de muitos jovens. Uma grande perda, um grande amigo e digno sacerdote”, comentou Rogerio Lima.

 

Prefeito de Petrópolis decreta três dias de luto

 

A Câmara Municipal de Petrópolis manifestou profundo pesar pelo repentino e inesperado falecimento do Padre Jac, ocorrido na manhã de ontem. De acordo com a nota divulgada pela Câmara, ele era um sacerdote carismático, amigo e empreendedor, deixa uma lacuna difícil de ser preenchida, não somente por sua atuação religiosa e espiritual, mas também pela sua obra cultural e filantrópica em Petrópolis. “Recebemos com dor e saudade a notícia de seu falecimento. Padre Jac foi um homem a serviço da Fé, mas também um sacerdote engajado nas mudanças sociais. Pedimos a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor”, declara o presidente da Câmara, vereador Paulo Igor.

A Associação dos Antigos Alunos do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, também manifestou seu pesar pelo falecimento do Padre Jac. O diretor de comunicação da Associação, Delio Ribeiro Goulart divulgou uma nota onde afirma que “Na certeza de que Pe. JAC já foi recebido por Deus e por Nossa Senhora do Amor Divino, manifestamos nossos mais profundos sentimentos aos familiares, à Diocese de Petrópolis e ao Seminário pela perda do padre”.

O prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, recebeu a notícia da morte do Padre Jac com tristeza e pesar e decretou ontem, luto oficial de três dias. “A cidade perde um de seus ícones, um religioso ímpar, um exemplo de dedicação às causas sociais, sempre com sua benevolência para estender a mão e acolher de forma fraterna o próximo. Eu perco também um amigo, que sempre esteve ao meu lado, com palavras de fé e apoio”, afirma Bernardo Rossi. “Faltam palavras para resumir o que Padre Jac significa para o povo petropolitano e para este município. Em todos os momentos difíceis da cidade, Padre Jac esteve presente com sua alma caridosa e sua mobilização social, para ajudar a todos que precisavam. Todos nós fomos pegos de surpresa com esse golpe sofrido, que nos deixa órfãos de suas palavras acolhedoras e de sua inabalável fé e esperança na sociedade. Estou unido nas orações e envio meu pesar aos familiares, tendo certeza que seu exemplo e legado ecoarão para sempre em Petrópolis”, concluiu.

O deputado federal, Hugo Leal manifestou sua tristeza afirmando que “Recebi com pesar a notícia da morte do Padre Jac. Um amigo de quase 20 anos, por quem tinha grande admiração devido aos inúmeros trabalhos sociais que comandava. Como paroquiano na Igreja de Santo Antônio e Santo Agostinho, em Nogueira, onde padre Jac serviu nos últimos anos, pude acompanhar, ao lado de minha família, sua dedicação aos fiéis e às obras da Igreja. É uma perda irreparável que deixará não somente saudade mas também uma lacuna na sociedade petropolitana.

A Associação Petropolitana de Estudantes (APE) publicou uma nota, onde afirma que “acordamos com a triste notícia do falecimento do querido Pe. Jac. Sua dedicação à igreja de Cristo por 33 anos como sacerdote, foi realizada com muito amor e dedicação. Sua importância transbordou a vida eclesiástica, comunicador impecável, ativista das causas sociais e entusiasta do Movimento Estudantil”.

A nota traz ainda o depoimento de Thiago Pires, presidente da entidade entre os anos de 2005/2006, lembrando que quando foi aluno do Instituto Educacional Biblos, Padre Jac fez parte de cinco gestões da Associação Petropolitana de Estudante, sendo eleito presidente da associação em 1970 e reeleito em 1971. “Como padre, sempre contribuiu com a APE em várias ocasiões, sempre estava disponível aos estudantes para aconselhamentos e orientação”.

Ele conta que, durante a sua gestão a frente da APE no ano de 2006, “o querido Padre Jac foi homenageado com o título de Presidente de Honra da APE e em 2015, na semana do estudante, a atual diretoria novamente reconheceu sua contribuição, dedicando-o título de Amigo do Estudante. É inquestionável que Padre Jac foi um dos nomes mais importantes da história do movimento estudantil de Petrópolis”.

Thiago lembra ainda a missa celebrada por ele, no domingo, dia 2 de agosto, quando leu a mensagem de São Paulo quando estava no fim dos seus dias e “estas palavras cabem muito bem ao nosso querido Padre Jac: Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa”.

05 07 2017 Missa Pe Jaca Catedral


03 07 2017 morte padre jac