Artigos, Notícias › 09/04/2020

Ato de Amor Extremo

Ainda que preocupados com a pandemia que assusta a todos nós, independentemente de ter ou não uma religião, acredito que seja muito difícil encontrar uma pessoa que não saiba que essa semana ( 05 a 12 de abril) é chamada de Semana santa! Para quem é cristão, há um significado especial para cada dia desta Semana Maior, assim denominada, porque celebra o ponto máximo, o sentido de nossa fé: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Já disse São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa pregação, e vã nossa fé” (1Cor 15, 14).

A Semana Santa tem início no assim chamado Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, quando são evocados dois mistérios: a Entrada de Jesus em Jerusalém e sua Paixão. Por essa comemoração, a Igreja nos quer lembrar que esta entrada triunfal vai perpassar todos os passos da Paixão de Cristo.

Na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa, a Igreja contempla o Servo Sofredor, aparecendo, como figuras eloquentes, Maria Madalena que perfuma o Corpo do Senhor, Pedro, Judas. Em muitas Igrejas paroquiais, há celebração das Sete Dores de Nossa Senhora; Procissão do Encontro de Maria com seu Filho Jesus, etc. A Igreja prepara-se para o Tríduo Pascal!

A Quinta-feira Santa é de uma riqueza muito grande; oferece-nos dois momentos:

. Na Missa do Crisma, reúne-se a Igreja local; não só o Clero com o Bispo, mas toda a Igreja, fiéis leigos das várias paróquias da diocese, religiosos, novas comunidades…. Durante a celebração da Missa, realiza-se a bênção dos Óleos para a celebração dos Sacramentos: Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordem.

Porém, o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, dá-se especial realce ao Mistério da Eucaristia e ao Sacerdócio Ministerial. No centro, está o Mandamento da Caridade, significado pelo lava-pés (cf. Jo 13, 1 – 15).

Na Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, a Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no Silêncio, na Oração e na escuta da Palavra de Deus, procurando entender o significado profundo da Morte do Senhor. Neste dia, não há Missa. Na parte da tarde, acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a Oração Universal, a Adoração da Cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão aos fiéis presentes.

Sábado Santo é dia de silêncio e de Oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da Morte do Senhor e na expectativa de sua Ressurreição. Durante o dia, não há Missa, nenhuma celebração de Sacramentos.

À noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a “Mãe de todas as Vigílias”, revivendo a Ressurreição de Cristo, a vitória sobre o pecado e a morte. A Cerimônia é carregada de ricos simbolismos, que lembram a ação de Deus, a Luz e a Vida nova que brotam da Ressurreição de Cristo. Então é Páscoa! Cristo está Vivo!

As alegrias pascais são prolongadas por oito dias e celebradas nos 50 dias do Tempo Pascal, até Pentecostes, convidando-nos a ser suas testemunhas até os confins da terra! Conforme escreveu São Paulo: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3, 1). Longe de nós, portanto, o desânimo, a preguiça e a apatia!

Meditando na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, em tudo que o Ele fez para nos salvar, cada um de nós pode dizer como São Paulo: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gal 2, 20).

Feliz Páscoa!

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